The Great Giana Sisters


Depois de um longo período de ausência, eis-me de volta para vos falar de mais um jogo para o Commodore Amiga 500. Desta vez vou dedicar estas linhas a um dos jogos que acompanhou o meu Amiga aquando da sua compra em 1990. Trata-se de um dos meus jogos preferidos e tem por título: The Great Giana Sisters.
Na altura do seu lançamento acabou por ser um jogo envolto em alguma polémica uma vez que parte da comunidade de gamers considerava-o uma "cópia" do consagrado Super Mário da Nintendo. Muitos, apenas por esse facto, consideravam-no pouco mais do que "lixo" mesmo sem lhe darem uma oportunidade. Felizmente, um número considerável de gamers (onde me incluo) resolveu dar-lhe o benefício da dúvida. No meu caso posso dizer que o resultado foi simplesmente brutal. Desculpem a "heresia" mas este Giana Sisters é muito melhor que o Super Mário. De longe.
É um típico jogo de plataformas, com 32 níveis, passagens secretas, níveis excelentemente bem concebidos e, o melhor de tudo, montes de saltos que requerem uma precisão muito maior do que a de um qualquer relógio suíço.
Lembro-me que nunca cheguei a terminá-lo. Ainda hoje, apesar de ser dos títulos a que mais me dedico quando consigo algum tempo de lazer, não consegui ir além do nível 22. Mas não me canso de continuar a tentar. Nunca. E garanto que de cada vez que o jogo sinto o cheiro a madeira daquela mesa onde tinha o computador há 20 anos atrás. Enquanto a Giana pula as minhas lembranças também saltam cá dentro. Dá uma saudade...
Em suma, trata-se de um jogo de plataformas soberbo e que ainda hoje recomendo vivamente.
Saudações retromaníacas.

Miguel

P.S. Com este meu regresso trago também o compromisso de tudo fazer para actualizar este blogue, pelo menos, uma vez por semana.

Emlyn Hughes International Soccer


O meu primeiro contacto com este Emlyn Hughes International Soccer foi através do saudoso Spectrum. Nos finais dos anos oitenta, o ZX Spectrum ainda reinava e as delícias dos "micromaníacos" de então eram feitas com clássicos do futebol como "Matchday 2" ou "Emílio Butragueño Futbol". Lembro-me dos infinitos jogos passados com o Nuno, um primo meu de Castelo de Paiva que passava muitas vezes o fim-de-semana lá em minha casa para partilharmos o vício do Spectrum. E o Emilio Butragueño fez-nos companhia tantas e tantas vezes...
Até que um tal de Miguel "Confiança" veio morar para a casa ao lado da minha. Era um rapaz do Porto e que trazia com ele um "Spectrum +2" e que tinha milhentos jogos. Um deles era este Emlyn Hughes International Soccer. Lembro-me de ter ficado de boca aberta a primeira vez que tive oportunidade de jogar em casa dele. Que saudades...
Mais tarde, já com o Commodore Amiga por companheiro viria a conseguir a respectiva versão. A jogabilidade mantinha-se mas agora com uns gráficos muito melhores. A vida é bela, não?
Eu e o Pedro multiplicámo-nos em jogos e jogos, tentando aprofundar aquilo que "Kick Off", apesar de muito melhor em termos globais, não conseguia fazer. Proporcionar jogadas de refinado recorte estético. Agora era possível tentar fazer tabelas com os companheiros, coisa impensável em "Kick Off".
Não era dos melhores jogos de futebol mas que foi uma óptima companhia na altura, isso foi. Apesar de não ser brilhante, marcou a sua época com alguns promenores deliciosos e inovadores.
Obrigado por isso.
Abraço "retromaníaco"...

Miguel

Toki



Quando tive o Commodore Amiga, a princípio, fui vivendo dos jogos que vinham com o computador e também com outros que fui gravando de amigos meus. Até que num certo sábado mágico, numa das muitas tardes que me deslocava a S. J. da Madeira para as minhas aulas de piano, lá consegui convencer a minha mãe a deixar-me comprar um jogo. Lembro-me bem do sorriso dela quando me deu o dinheiro para a mão e disse: "Toma lá. Compra dois. Mas é para continuares a estudar como até aqui." Foi música para os meus ouvidos. Pedi apenas um e podia agora comprar 2 jogos. Posso dizer-vos que naquela tarde a aula de piano até correu melhor do que o costume. E já costumava correr bem...
Foi a primeira vez que entrei na "casa dos sonhos". A primeira de tantas. Ficava bem pertinho do centro comercial de Santo António e chamava-se "EPC Informática" e ainda me lembro que davam umas sacas vermelhas todas catitas... Eheh!! As funcionárias eram um espanto. Tanto em beleza como em simpatia. Lembro-me de entrar e a casa estar cheia de outros tantos rapazes como eu. Quando chegou a minha vez lá pedi a lista de jogos para o Amiga e, como o autocarro para Arouca não esperava por ninguém, tinha que ser rápido na minha escolha. A lista tinha que ser lida "na diagonal" para poupar tempo. Tentava lembrar-me, naquele curto espaço de tempo, das indicações dadas pelo João Cruz na secção "Micromania" do JN de domingo e foi assim que acabei por trazer o "Chase HQ 2" e o "Toki". Escusado será dizer que este último foi um dos jogos que me ocuparam tardes e tardes de pura satisfação. Ainda me lembro que se escrevêssemos "Michel Janicki Jean Charles Meyrignac" podíamos jogar, logo de início, qualquer um dos níveis do jogo. Foi com esta "cheat" que me fui aperfeiçoando em cada um dos níveis para mais tarde conseguir acabar o jogo todo limpinho de princípio ao fim, várias e várias vezes. Ainda hoje é um vício. Lembro-me de no dia seguinte ter passado a tarde em casa do Pedro a jogar esta pequena pérola e lembro-me também dos bosses dos 3.º, 5.º e último nível terem sido aqueles que mais trabalho deram a derrotar. Mas valeu a pena cada segundo de esforço... Eheheh!!!
Foram anos e anos a entrar na "EPC Informática" para comprar jogos e, de todas as vezes, tinha a esperança de encontrar na lista um "Toki 2". Infelizmente nunca sucedeu. Ainda hoje não compreendo porque nunca houve uma sequela dado o tremendo sucesso do original. Mas paciência. Ainda houve uma versão para a megadrive mas comparada com esta para o Amiga era uma verdadeira "porcaria".
Estou prestes a mudar de casa e então ando a organizar algumas coisas. Uma delas é a minha colecção de disquetes do Amiga. Um dia destes matei saudades deste macaquinho preferido. Já não me lembrava de algumas armadilhas mas com mais um bocadinho de aplicação isso vai ao sítio. Podem crer que vai...
Saudações retromaníacas!

Miguel

Tetris



No final da década de 80, o maior fascínio de quem tinha um Spectrum ou um Commodore Amiga era as visitas aos salões "arcade", tão em voga nessa altura. Lembro-me de adormecer várias vezes a sonhar com uma conversão do Tetris para o meu querido Amiga. A versão das máquinas arcade era qualquer coisa de fenomenal!!!
Quando compraste uma das versões do Tetris para o Amiga chamaste-me a tua casa para me mostrar e para eu poder gravar e jogar em casa. Lembro-me da enorme desilusão que sentimos na altura. O jogo ficava a milhas da qualidade demonstrada pelo original das arcade. Mesmo assim o jogo era interessante e prometia algumas horas de dedicação.
Não sei bem explicar porquê, mas o que é certo é que, aos poucos, este Tetris foi-me cativando, ao ponto de o preferir, de longe, ao original das arcade. Não sei. Parece que tem qualquer coisa de mágico. Aquelas cores, aquelas músicas e aquela atmosfera despertam algo em mim que não consigo explicar. Talvez seja o mesmo "click" que, na altura, fez com que a minha querida irmã Cristina e a minha mãe (sim, leram bem, era a minha mãe) passassem tardes inteiras (e não estou a exagerar, até estou a ser simpático!!!) a jogar esta magnífica pérola. Ainda me lembro de, algumas vezes, estar em pulgas para fazer uso do meu Amiga com o meu grande amigo Pedro num qualquer jogo "a dois" e lá tínhamos que aguardar um bom bocado porque a minha irmã lá estava a jogar Tetris... Na altura ficava fulo. Só agora percebo a beleza desta recordação.
Sei que foi dos jogos que mais joguei (e ainda jogo), tanto pela sua qualidade como pelo facto de ser um jogo que parece ser sempre actual. Na altura cheguei a fazer mil e tal linhas, não sei bem ao certo. Hoje, nos meus curtos e solitários momentos de retrogaming, usando o mesmo Amiga de então, ainda não consegui superar as 423. Mas vejo tudo isso pelo lado positivo... É um incentivo a jogar cada vez mais e a continuar a tentar...
E desculpem lá, mas acho que vou fazê-lo agora mesmo. Não ouvem a música?!!!
Tam tim tam tim taaaammm...

Saudações retromaníacas!

Miguel

Rick Dangerous 2



Há quase 20 anos atrás, quando o meu Commodore Amiga 500 ainda espelhava de tão novo que era, o meu jogo preferido tinha um nome: Rick Dangerous 2. Entretanto muitas coisas mudaram... O Commodore Amiga saiu de moda, apareceram as megadrive, playstation, x-box ou wii mas, apesar de ter tudo isso aqui mesmo à mão, houve algo que se manteve: Rick Dangerous 2 continua a ser o meu jogo preferido de sempre. É, ainda, aquele que mais gosto de jogar. Mesmo já lhe conhecendo o fim. Várias vezes. Felizmente.
Claro que já não tenho 15 anos nem o tempo todo do mundo para ficar colado em frente ao Amiga dias a fio a jogar. Olho para o lado e a cadeira onde então te sentavas ao meu lado a jogar os inúmeros jogos "a dois" ou onde simplesmente davas as tuas dicas preciosas em jogos "a solo" como este Rick Dangerous 2 está agora vazia. Resta a consolação do Amiga, embora não tão "luzidio", ainda ser o mesmo. E aquela magia, aquele não sei o quê que me parecia mostrar o céu a cada segundo, felizmente, ainda se mantém também. Faltas apenas tu. Tu e tempo. Não consigo jogar mais de meia hora seguida e, por vezes, é mesmo esse o tempo que disponho para usar durante uma semana inteira. Quando essa meia hora aparece, olho para o lado na esperança que a cadeira não esteja vazia e só depois procuro consolo na solidão enquanto me perco naquelas milhentas "queridas" armadilhas, naqueles saltos impossíveis e que têm que obedecer a fracções de milésimos de segundo, aquelas balas e bombas que devo usar sabiamente pois são bem limitadas, etc, etc, etc... Vou-me rindo para o ecrã da tv à medida que vou relembrando a solução de alguns "puzzles" que, na altura, tanto tempo nos levaram a desvendar... E fico ali, perdido, a olhar para o sorriso sarcástico do nosso "Rick" com a sua capa a ondular e, quando dou por mim, estou a desejar que aquela meia hora não acabe nunca mais. Talvez porque é uma forma que encontro de estar mais perto de ti. Não sei.
Ainda me recordo da enorme alegria que senti da primeira vez que descobri que existia um 5.º nível, uma espécie de nível secreto, que só ficava disponível quando acabávamos os quatro primeiros níveis todos de enfiada. Foi das melhores coisas que me aconteceram no mundo dos videojogos.
Quase apetece perguntar: "What will Rick do next...?"

Saudações retromaníacas...

Miguel

Rick Dangerous



Cá estou eu novamente para proporcionar mais uns momentos de pura nostalgia.
Hoje, resolvi trazer a esta página, um jogo que ocupa o segundo lugar no "top ten" dos meus jogos preferidos de sempre (Playstations, Xboxs e Wii's incluídas). Podem achar estranho mas é mesmo assim. Alguns até já por certo adivinharam qual o meu jogo preferido de sempre mas tiro todas as dúvidas no próximo post.
Por agora, vou limitar-me a falar deste fantástico Rick Dangerous pelo qual nutro tanto carinho. Trata-se de um fantástico jogo de plataformas cheio de fantásticos puzzles e que ainda nos dias de hoje é um desafio difícil mas muito divertido. Ainda me lembro que nos primeiros tempos de Amiga o meu joystick era um pouco rudimentar. Eu e o Pedro chamavamos-lhe, carinhosamente, "manivela"... Eheheh! Quem já jogou este fantástico jogo, sabe muito bem que existiam inúmeras armadilhas "à la Indiana Jones" que apareciam assim, de repente, sem avisar nem nada... E, numa dessa vezes, a surpresa foi tão grande e a movimentação tão brusca que ficaste com parte da "manivela" na mão, lembras-te Pedro?... Ahahah!!! Demais!!! Era o tal jogo que em certos "puzzles", fazíamos primeiro o suposto trajecto do nosso "herói" com o dedo pelo monitor para ver se realmente seria possível contornar os obstáculos sem ouvir aquele berro característico da nossa personagem "buááááá"... Ahahahah!!!
Já para não falar naquelas vidas perdidas em que era preciso recomeçar imediatamente e nós ficávamos a despejar uma enxorrilhada de asneiras em frente ao monitor do género "Isto é que eu sou burro", "f%$%$#%", "é sempre a mesma coisa", enquanto o nosso mini herói lá berrava outra vez: "buáááá"... Demais.
São tantas e tão boas lembranças...
Eram quatro níveis de crescente dificuldade e, sobretudo o último, era mesmo caótico. A versão que tínhamos na altura, apresentava um senão. É que, ao contrário da sequela, não podíamos escolher, à partida, qual o nível que queríamos jogar. Tínhamos de começar sempre do primeiro. E isso tornava as coisas ainda mais difíceis. Mesmo assim, lembro-me bem de andar um dia inteiro com um sorrisinho na cara quando o acabei todinho, limpinho, sem perder nenhuma das seis preciosas vidas que tínhamos desde o princípio. E isto sem recorrer à táctica das vidas infinitas. Nunca fui muito adepto disso.
Já passaram quase vinte anos e, mesmo assim, a Odete ainda me vê muitas vezes, em frente ao televisor a controlar tão minúsculo herói. Acredito que, muitas das vezes, ela iria preferir que eu estivesse a fazer outra coisa mais importante. Mas acho que logo percebe ao olhar para o sorriso que trago gravado na cara, muito parecido com o de há vinte anos atrás, que o mais importante é mesmo estar ali. A tentar vencer as mesmas armadilhas, sempre com o mesmo entusiasmo da primeira vez.
Há cerca de dois anos atrás, consegui arranjar uma versão do mesmo jogo que traz logo de início a possibilidade de jogarmos qualquer um dos 4 níveis disponíveis. Veio com 18 anos de atraso, mas acreditem que chegou bem a tempo.
Saudações Retromaníacas.

Miguel

Dragon Ninja


Hoje, resolvi trazer a esta página um jogo da Data East, infelizmente já extinta. A primeira vez que tive oportunidade de o jogar foi em casa do amigo de sempre pois ainda não tinha comprado o meu próprio Amiga. Foi uma tarde inteira de domingo passada a experimentar vários jogos. Para quem estava habituado ao que o Spectrum oferecia, passar uma tarde com um jogo com as características gráficas a que os jogos da Data East me foram habituando ao longo dos tempos, foi das melhores coisas que me podiam ter acontecido.

Embora este Dragon Ninja até nem fosse grande coisa a nível de jogabilidade, naquela altura gravou o seu lugar na História. Ainda por cima tratava-se de uma conversão de uma célebre máquina dos salões “arcade” muito na moda nos finais da década de oitenta e princípio da de noventa. Todas aquelas cores, o facto de poder ser jogado “a dois”, gráficos excelentes e, melhor de tudo, não precisar colocar moedas cada vez que surgia o ecrã de “game over”, fizeram a minha delícia naquela tarde (e em muitas outras tardes, pois viria a comprar o Amiga pouco depois e o Dragon Ninja logo viria por acréscimo).

Não foi dos jogos que mais joguei, até porque os controlos não eram os melhores, a dificuldade não estava lá muito bem ajustada e, pior de tudo, a opção para “vidas infinitas” mata qualquer jogo logo pela raiz. Acho que foi este jogo que me levou a perceber isso. Feliz ou infelizmente…

Lembro-me que, nessa altura, guardava religiosamente as páginas da secção Micromania que saía todos os domingos no Jornal de Notícias. Felizmente ainda as conservo. E lá está, por exemplo, a análise a este jogo para o velhinho Spectrum, com um resultado final de 16 valores, feita pelo Nuno Cruz que, mesmo sem saber, me trazia os melhores momentos de cada domingo. E isto, durante vários anos. Acho que só por isso lhe fui “desculpando” o seu inicial fanatismo pelos Atari em detrimento do grande Amiga. No fundo, acho que aos poucos, mesmo sem querer dar o braço a torcer, lá se foi rendendo às evidências… Eheheh!!! Mas adiante…

Um resultado de 16 valores era pouco já que na altura os grandes jogos levavam sempre de 18 para cima. Mas o jogo talvez não merecesse mesmo mais…

Às vezes a saudade aperta e apetece voltar a jogá-lo. E porque não?

Desculpem-me, mas hoje é sexta… E isso, para mim, significa DIA LIVRE.

Vou só ligar o meu Amiga 600 que tenho aqui mesmo ao lado e preparar-me para dar “porrada neles”… Eheheh!!!

Eu volto já, ok?


Grande abraço.


Miguel


Lotus Esprit Turbo Challenge



Depois de um longo espaço de tempo, eis-me de volta a este meu querido cantinho. É aqui que consigo voltar a viver sem preocupações, sem responsabilidades… É uma das formas que encontro para me tornar eternamente adolescente. Eu bem sei que, por mais que queira, amanhã não terei que me levantar às 7h da manhã para preparar a mochila e sair para mais um dia de aulas no liceu. Bem sei que ao abrir a porta de manhã, não voltarei a encontrar o Tono com a mochila às costas e acompanhá-lo em mais uma conversa animada até à paragem da Barroca. Bem sei que não voltarei a chegar ao liceu, de manhãzinha, para colocar em dia mais um dia de jogatanas intensas no Amiga, em conversas animadas com o Pedro, onde, sempre muito entusiasmados, lá dizíamos os progressos conseguidos nos mais variados jogos e explicávamos como conseguir passar os mais variados “bosses” de tão coloridos jogos. Eu bem sei…
Mas há uma forma de sentir o cheiro de tudo isso aqui bem mais perto. E uma das formas que encontrei está nestas linhas que vou escrevendo. Porque as memórias “escritas” chegam-se para mais perto de nós. Tornam-se mais íntimas. E há tantos pormenores que eu guardo desde esses tempos. Tantos e tão bons. São tantos que até apetece dizer tudo de uma vez. Mas não pode ser. Por isso, falarei apenas de mais um jogo. Trata-se “apenas” do meu jogo de corridas preferido para o Commodore Amiga 500: Lotus Esprit Turbo Challenge. E se há algo que recordámos dos bons jogos de outros tempos é “a primeira vez que o jogámos” e “a primeira vez que o acabámos”. Pois bem… A primeira vez que o joguei foi em casa de um outro amigo, o Pedro Miguel. Fomos lá, nos nossos primeiros tempos de Amiga, para que nos gravasse alguns jogos, pois ainda tínhamos muito poucos, lembras-te Pedro? Lembro-me de vir de lá com cinco novos jogos pois não podia trazer mais já que apenas tinha 5 disquetes. O dinheiro não dava para mais… Logo por azar, este Lotus foi dos que deu os característicos erros de gravação e depois, em casa, acabei por inventar um pequeno truque para que o jogo entrasse. O vício conseguia fazer estes pequenos milagres… Eheh!!! A primeira vez que o acabei foi a jogar contigo. Já o tinhas acabado, a jogar sozinho em casa. E numa das inúmeras tardes passadas em minha casa, jogámo-lo “a dois” e, seguindo os teus preciosos conselhos lá o consegui acabar. Sim, ainda me lembro que na última pista do terceiro e último nível, não podíamos demorar mais do que uma pequenina fracção de segundo no abastecimento, senão, era o fim… E era isso que me tramava até então!!! E também me lembro muito bem daquele episódio que só nós os dois sabemos… O do circuito da Rússia, lembras-te? Para se ficar apurado era imperioso ser um dos 10 primeiros e eu, que ia em 9º em plena recta da meta, tenho uma batida fatal que me faz ficar em 11º… Acho que aquele sótão nunca ouviu tantas asneiras por metro quadrado como naquele dia. Ainda me lembro do meu pai perguntar algures lá do fundo da casa o que é que se estava a passar. Eu nem sabia onde me meter… O que nos rimos quando te contei. Sinto falta de ti, Pedro, e sinto falta de ti, Tono. É por saber o que são amigos como vocês que me dou conta de que hoje não os tenho. Bem, mas o propósito era mesmo falar das minhas aventuras com este Lotus Esprit Turbo Challenge. E isso já está feito.

Grande abraço.

Miguel

Kick Off


Ainda recordo, com um carinho muito especial, os meus três primeiros jogos para o Commodore Amiga 500: Kick Off, um fantástico jogo de futebol; The Great Giana Sisters, um fantástico jogo de plataformas que ainda hoje me ocupa algum do meu tempo quando tenho tempo para as minhas queridas sessões de retrogaming; e Wizmo, um jogo de plataformas muito fraquinho mas que ainda revisito de vez em quando pelo factor simbólico que ainda hoje representa para mim.
Hoje vou falar um pouco apenas do primeiro dos três jogos: Kick Off…
Já perdi a conta ao interminável número de partidas que joguei em Kick Off. Era, sem dúvida, um jogo muito avançado para a altura (saiu em 1989, embora eu só lhe tivesse posto as mãos em 1990). Podíamos escolher a “velocidade” dos jogadores, tanto da nossa equipa como da equipa adversária, praticar penalties, enfim… Mas o melhor de tudo era mesmo jogar contra um amigo, E, neste particular, como o meu irmão nunca ligou muito a isto de jogar computador, o meu companheiro de guerra foi (e será sempre, sempre, sempre…) o meu grande amigo Pedro. Era um autêntico vício. É certo que os jogos de futebol que nos acabariam por roubar mais tempo seriam o “Kick Off 2” (o meu preferido) e o “Sensible Soccer”, mas isso fica para um outro post…
Hoje queria recordar apenas esse “Kick Off”, os tempos em que o Pedro era o meu melhor amigo (que saudades… Ó tempo volta para trás!!!) e em que as preocupações não faziam parte do nosso dia-a-dia. Felizmente conservei, em óptimo estado, tanto o computador como todos os jogos que possuía. Mais do que isso… Alarguei a minha colecção até quase ao infinito pelo que posso dizer que praticamente não me falta nenhum jogo existente para tão bela máquina de jogos…
Sonho, um dia, mesmo que apenas por esse dia ou até mesmo só alguns minutos… Sonho voltar a sentar-me em frente a esse mesmo computador com o Pedro a meu lado. Para voltarmos a puxar por uma disquete qualquer e darmos vida a esta pequena réstia de ilusão que ainda trago dentro de mim. Tenho a certeza que teremos encontro marcado com esse destino, talvez um pouco mais lá para a frente no Tempo…
Agora desculpem mas, vou jogar uma partidinha de futebol… Eheheh!!!
Até breve.

Miguel


Battle Squadron




Passaram quase vinte anos desde aquele dia mágico…

O meu amigo Pedro tinha comprado um Commodore Amiga e, como sabia da minha grande amizade com um tal de Spectrum, convidou-me para passar em casa dele só para dar uma olhada na sua nova máquina. E é aqui que entra o nome “Battle Squadron”. Fica para a história como o primeiro jogo que me foi dado a ver na minha máquina preferida de todos os tempos. É certo que ainda não tinha o meu próprio Amiga mas já não demoraria muito tempo… Fiquei completamente hipnotizado com a quantidade de cores, a jogabilidade, os pormenores, a música, tudo muito superior ao Spectrum que eu guardava religiosamente em casa.
O jogo em questão era um simples shooter vertical em que comandávamos uma nave e tínhamos, basicamente, que destruir tudo o que fosse aparecendo pela frente. Nesse dia, como estava apenas de passagem, joguei uma única vez. O bastante para ficar completamente rendido a essa nova máquina. Até porque o Pedro ainda nem tinha qualquer joystick e, nesse dia, a nave tinha que ser controlada através do rato. Lembro-me que ainda deu tempo para me mostrar, muito a correr, um tal de “Freddy Hardest in Mannathan South” que, apesar de muito pobrezinho, sempre tinha mais cores que os jogos do Spectrum.
Não me lembro da data certa. Não sei. Mas nunca vou esquecer esse dia. Nunca. O Pedro já era um grande amigo meu nessa altura mas a partir desse dia, senti que ia ser mesmo para a vida. Mesmo. Mas isso é mesmo outra história.
Por agora fico mesmo por aqui que já estou a começar a chorar. Até breve…


Miguel


Prólogo...


Hoje decidi abrir a porta do sótão das minhas lembranças. Talvez por terem sabido manter-se sempre nítidas ou apenas porque continuam a ser muito queridas. Não sei. Mas decidi partilhar muitas das minhas aventuras pelo mundo dos videojogos com particular destaque, claro está, para o simpático Commodore Amiga 500. O objectivo será falar essencialmente de jogos, trazendo para o presente muito do que fui jogando ao longo dos últimos 20 anos e dar a conhecer algumas das histórias associadas a este mundo que comecei a conhecer em 1988. Talvez encontre desse lado pessoas com histórias e ilusões semelhantes àquelas que guardo com tanto carinho dentro de mim. Talvez consiga trazer até algumas fotos, jogos ou histórias que façam a nostalgia empurrar algumas lágrimas pelo canto dos teus olhos. Quem sabe?!!! Eu ainda quase nem comecei e até já estou aqui a ficar emocionado… Eheh!!! Mas adiante…
Como já deves ter reparado hoje o post será um pouco diferente até porque serve um pouco de apresentação. Então cá vai…
O meu nome é Miguel e nasci no ano de 1976. Sou o mais novo de cinco irmãos e sou professor de Matemática, embora esteja a trabalhar para ser Compositor, mas isso é outra história…
Como já deves ter reparado, a imagem deste post não pertence ao Commodore Amiga 500. Trata-se do ecrã de “apresentação” do “Zx Spectrum +3” que foi o meu primeiro computador (sim, ainda o tenho…e a funcionar!!!). Ainda me lembro dessa tarde de Verão em que depois da viagem de regresso do Porto, onde fomos comprar o computador, estivemos a montar tudo na mesa da sala da minha casa de infância. Lembro-me muito bem que a disquete que vinha com o computador tinha seis jogos: Gift from the Gods, Mailstrom, N.O.M.A.D., Cosmic Wartoad, Supertest 1 e Supertest 2. Um autêntico mundo de sonho. Lembro-me que nessa noite tive muita dificuldade em adormecer tal era a vontade de acordar cedinho no dia seguinte para poder voltar a jogar. A paixão é tanta que ainda um dia destes estive a jogar o tal N.O.M.A.D. no mesmo Spectrum e com o mesmo entusiasmo de há vinte anos atrás. Bem, mas não posso contar tudo hoje, não é?!!!

Apenas informar que hoje tenho as seguintes máquinas:

1 Zx Spectrum
1 Zx Spectrum +2
1 Zx Spectrum +3
3 Commodore Amiga 500
1 Commodore Amiga 600
1 Commodore Amiga CD32
1 Megadrive
1 Megadrive II
2 Sega Dreamcast
1 Playstation (PSX)
1 PS One
1 Xbox
1 Nintendo Wii

Escusado será dizer que sou um amante do Retrogaming e que tenho montes de jogos, sobretudo para Zx Spectrum e Commodore Amiga 500.
Bem, por hoje vou ficar por aqui.
Espero voltar em breve com novidades, sobretudo do Commodore Amiga 500, claro!!!
Conto com os comentários e com a colaboração daqueles que forem passando por cá, mesmo que de forma acidental…
Abraço “micromaníaco”…

Miguel Brandão