Rick Dangerous

Cá estou eu novamente para proporcionar mais uns momentos de pura nostalgia.
Hoje, resolvi trazer a esta página, um jogo que ocupa o segundo lugar no "top ten" dos meus jogos preferidos de sempre (Playstations, Xboxs e Wii's incluídas). Podem achar estranho mas é mesmo assim. Alguns até já por certo adivinharam qual o meu jogo preferido de sempre mas tiro todas as dúvidas no próximo post.
Por agora, vou limitar-me a falar deste fantástico Rick Dangerous pelo qual nutro tanto carinho. Trata-se de um fantástico jogo de plataformas cheio de fantásticos puzzles e que ainda nos dias de hoje é um desafio difícil mas muito divertido. Ainda me lembro que nos primeiros tempos de Amiga o meu joystick era um pouco rudimentar. Eu e o Pedro chamavamos-lhe, carinhosamente, "manivela"... Eheheh! Quem já jogou este fantástico jogo, sabe muito bem que existiam inúmeras armadilhas "à la Indiana Jones" que apareciam assim, de repente, sem avisar nem nada... E, numa dessa vezes, a surpresa foi tão grande e a movimentação tão brusca que ficaste com parte da "manivela" na mão, lembras-te Pedro?... Ahahah!!! Demais!!! Era o tal jogo que em certos "puzzles", fazíamos primeiro o suposto trajecto do nosso "herói" com o dedo pelo monitor para ver se realmente seria possível contornar os obstáculos sem ouvir aquele berro característico da nossa personagem "buááááá"... Ahahahah!!!
Já para não falar naquelas vidas perdidas em que era preciso recomeçar imediatamente e nós ficávamos a despejar uma enxorrilhada de asneiras em frente ao monitor do género "Isto é que eu sou burro", "f%$%$#%", "é sempre a mesma coisa", enquanto o nosso mini herói lá berrava outra vez: "buáááá"... Demais.
São tantas e tão boas lembranças...
Eram quatro níveis de crescente dificuldade e, sobretudo o último, era mesmo caótico. A versão que tínhamos na altura, apresentava um senão. É que, ao contrário da sequela, não podíamos escolher, à partida, qual o nível que queríamos jogar. Tínhamos de começar sempre do primeiro. E isso tornava as coisas ainda mais difíceis. Mesmo assim, lembro-me bem de andar um dia inteiro com um sorrisinho na cara quando o acabei todinho, limpinho, sem perder nenhuma das seis preciosas vidas que tínhamos desde o princípio. E isto sem recorrer à táctica das vidas infinitas. Nunca fui muito adepto disso.
Já passaram quase vinte anos e, mesmo assim, a Odete ainda me vê muitas vezes, em frente ao televisor a controlar tão minúsculo herói. Acredito que, muitas das vezes, ela iria preferir que eu estivesse a fazer outra coisa mais importante. Mas acho que logo percebe ao olhar para o sorriso que trago gravado na cara, muito parecido com o de há vinte anos atrás, que o mais importante é mesmo estar ali. A tentar vencer as mesmas armadilhas, sempre com o mesmo entusiasmo da primeira vez.
Há cerca de dois anos atrás, consegui arranjar uma versão do mesmo jogo que traz logo de início a possibilidade de jogarmos qualquer um dos 4 níveis disponíveis. Veio com 18 anos de atraso, mas acreditem que chegou bem a tempo.
Saudações Retromaníacas.

Miguel

1 comentários:

webrp disse...

Só falta o Wings of Fury!!
http://www.webrp.org/weblog/24-jogar-amiga-no-pc